Sexualidade, Verdade e Graça

25 setembro 2013
Comments: 0
Category: Artigos
25 setembro 2013, Comments: 0

por Pra. Carla Pinheiro
Pastora da Igreja Evangélica Kairós, em Maria Paula, Niterói — RJ, e presidente da diretoria do Ministério Exodus Brasil
Trecho extraído da Palestra: A igreja e a graça de Jesus na redenção sexual.


O Supremo Tribunal Federal dos EUA, no dia 26 de junho de 2013, declarou ser inconstitucional a lei federal que defende que casamento é somente reconhecido legalmente se for realizado entre um homem e uma mulher.

No Brasil, muitos projetos de lei dizem respeito à homossexualidade, os quais, se aprovados, irão colocar-nos bem mais perto da realidade vivida entre os norte-americanos. Em alguns estados do nosso país, cartórios já estão sendo obrigados a realizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Há, entre o povo brasileiro, um movimento de acusação contra os evangélicos, o qual nos chama de homofóbicos e tem ganhado força, amparado pela mídia tendenciosa, que claramente o apoia. Logo, diante de toda essa discussão acalorada, falar de homossexualidade ainda gera muita polêmica. Por exemplo, um dos assuntos de pauta no Congresso Nacional é o Projeto de Lei n° 122/2006, o qual incrimina todos aqueles que se opõem à prática da homossexualidade. Se aprovado, essas pessoas serão tidas por homofóbicas e, portanto, passivas de punição.

O interessante é que os mais perseguidos, atualmente, não são os homossexuais — como alguns defendem —, mas, sim, os cristãos, os evangélicos, que sinceramente professam a fé em Jesus Cristo por acreditarem na Bíblia como regra de fé e conduta moral.

O Livro Sagrado cita vários pecados (1 Co 6.9-11), inclusive o da homossexualidade. Porém, também no mesmo texto, vemos Deus usando o apóstolo Paulo para dizer que muitos foram homossexuais, mas deixaram de ser, pois foram lavados, purificados e santificados no Nome do Senhor Jesus e no Seu poder.

Acredito que todos têm liberdade de fazer suas escolhas e levar o estilo de vida que desejarem. Não obstante, nós, cristãos, também precisamos ter a liberdade de poder ajudar àqueles que nos pedem socorro. E, ao contrário do que se pensa, muitas e muitas pessoas têm solicitado ajuda em relação à homossexualidade.

O nosso objetivo, como Igreja de Cristo, é também entender como devemos receber os que sofrem conflitos pertinentes à sua identidade sexual.

Todos nós conhecemos a história bíblica de Lázaro, que adoece e morre, mas é ressuscitado por Jesus (Jo 11.1-45). À época, aquele feito de Cristo era algo impossível aos olhos de muitos — e ainda hoje alguns pensam dessa maneira. Jesus, então, chega ao local onde Lázaro havia sido enterrado e diz: “Lázaro, vem para fora!”. Lázaro saiu; porém, seus pés e suas mãos estavam completamente amarrados, e seu rosto, coberto. Jesus voltou-Se para as pessoas ao redor e disse que o desatassem (desfizessem os laços, soltassem-no, libertassem-no), a fim de que ele pudesse ver e andar, sair da sua morte, do seu túmulo.

Hoje, muitos ainda acreditam que homossexuais não podem mudar. No entanto, estou aqui para dizer o que tenho testemunhado há muitos anos: Jesus pode — e sempre pôde — mudar as pessoas em todas as circunstâncias! Ele continua dirigindo-Se às pessoas, à Sua Igreja, a mim e a você, para desatarmos os que voluntariamente desejam mudar; para que os tiremos do túmulo, da morte espiritual, e lhes demos vida por meio do nosso amor e do grande amor de Deus!

No que diz respeito à homossexualidade, é muito importante sabermos da existência de três grupos de pessoas diferentes: o primeiro é composto por pessoas envolvidas no ativismo gay (são aquelas que militam pela construção de leis que as favoreçam); precisamos saber o que está acontecendo sem atacar as pessoas envolvidas. Não temos de sentir raiva delas, porém precisamos orar, expressar nossa opinião e o que o Evangelho fala a respeito desse assunto. O segundo grupo é formado por pessoas insatisfeitas com seu estilo de vida homossexual; aquelas que têm um sistema de valores e crenças, que possuem consciência de que a vida delas na homossexualidade está errada e querem ajuda. Já o terceiro grupo é de pessoas que possuem alguém da família — como o pai, por exemplo, ou a mãe, o filho, o irmão ou o cônjuge — que esteja na homossexualidade e sofre com a situação em que se encontra, mas sente medo ou vergonha de falar e ser desqualificado, diminuído e maltratado.

Nosso grande desafio, como Igreja, é sermos um porto seguro para essas pessoas, gerando nelas amor, segurança e confiança em nós e, principalmente, em Deus, por intermédio de Jesus Cristo, em Sua Palavra e Suas promessas destinadas a todos os que nEle creem.

Que Deus abençoe e motive a sua vida cada vez mais em Sua presença, por meio da verdade e da graça do Senhor Jesus Cristo, a respeito da redenção da sexualidade humana!

Deixe uma resposta