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  Home arrow Família e Amigos arrow Ajuda para Familiares e Amigos de Pessoas na Homossexualidade 04 de September de 2010 
Ajuda para Familiares e Amigos de Pessoas na Homossexualidade PDF Imprimir E-mail
Por Lori Rentzel   
15 de April de 2004
O que você pode fazer quando alguém que você conhece e ama diz a você que está envolvido na homossexualidade. por Lori Rentzel – Love In Action
(Traduzido por Willy Torresin de Oliveira para PAZ COM DEUS)

Alguém que você ama abre o jogo e declara que é homossexual. E agora?

Algo para o qual a grande maioria das pessoas está despreparada é a descoberta de que alguém de seu convívio é “gay”. Caso a confissão venha de um filho ou filha, marido, esposa ou amigo íntimo, a reação freqüentemente é a mesma: “O que eu digo agora?” “Como posso ajudar?” e às vezes “Será que tenho culpa disto?”

Este texto foi escrito como resposta às centenas de cartas, telefonemas e encontros com pessoas que estão nesta situação. Foi preparado com o intuito de ajudar pessoas não envolvidas com a homossexualidade a saber lidar com suas reações para com os que estão envolvidos, e também lidar com suas próprias reações à homossexualidade. Também visa servir de encorajamento a Cristãos interessados em ministrar a homossexuais.

Trauma

Talvez a forma mais traumática que alguém venha a enfrentar a questão da homossexualidade é descobri-la na vida de alguém de seu convívio e afeto. No entanto isto é algo que ocorre com certa freqüência hoje em dia: o filho em idade universitária que revela aos pais estar envolvido com outro rapaz; o empresário casado pai de filhos que confessa à sua esposa estar secretamente envolvido na homossexualidade há vários anos.

Cada situação deste tipo é única, porém há sempre algo em comum: a pessoa ou pessoas que ouvem esta confissão tem que enfrentar algumas escolhas de como irão reagir àquela pessoa que fez a confissão. Preparamos algumas sugestões sobre como reagir nestas situações, levando também em consideração a sensação de confusão e surpresa que acompanham estas revelações, que em geral transformam-se em fardos insuportáveis nestas ocasiões.

o Mantenha-se o mais calmo possível. A descoberta da homossexualidade de alguém íntimo em geral libera uma reação emocional de pânico que faz com que a pessoa pense que isto é o fim do mundo. Não é.

Quando isto ocorre, o melhor é pensar na seguinte questão: “O que esta pessoa precisa receber de mim neste momento?” O momento em que a pessoa abre o seu coração não é a hora adequada para você focalizar atenção em seus próprios medos e inseguranças. Você terá muito tempo para pensar nisto mais tarde.

o Expresse aceitação. Não rejeite a pessoa que está fazendo a confissão. Este é o momento de sua vida em que ela mais necessita do teu amor e aceitação.

Talvez você esteja sentindo-se totalmente arrasado – como se aquela pessoa amada e conhecida subitamente se transformasse em um monstro desconhecido. Fique calmo, não foi o que aconteceu. Naquele momento, reafirme o teu amor por aquela pessoa, procurando demonstrar toda a aceitação e graça que você conseguir expressar (é necessário oração neste momento!). Naquele momento a última coisa que aquela pessoa precisa é rejeição ou um sermão raivoso.

o Ame incondicionalmente. Você deve estar pensando, “Mas a homossexualidade não é pecado? Eu não preciso dizer o quão errado esta prática é?” Sim, mas isto vem mais tarde.

No momento você deve dirigir todas as tuas energias no sentido de amar tal pessoa incondicionalmente. Isto, na maioria das vezes, não ocorrerá naturalmente, portanto você deverá buscar ajuda de Deus e receber da Sua força neste sentido.

o Confronte em Amor. A maioria das pessoas tendem a colocar este passo em primeiro lugar, substituindo a palavra “raiva” por “amor”. É por isto que enfatizamos tanto a necessidade de primeiramente afirmar nosso amor e aceitação pela pessoa que revela sua homossexualidade.

Mas a verdade é que a homossexualidade é contrária à Palavra de Deus. É pecado, e resulta nos efeitos destrutivos do pecado sobre a vida da pessoa e daqueles ao seu redor.

Após ter comunicado claramente teu amor e aceitação pela pessoa, de forma que esta saiba que você não irá retirar o seu apoio, você está pronto para compartilhar sua opinião a respeito. Isto é especialmente verdadeiro caso a pessoa em questão seja Cristã. Isto deve ser feito de forma amorosa e gentil, sem ficar “dando na cabeça dela” com a Palavra de Deus.

o Comunique esperança de mudança. Juntamente com a confrontação em amor, você precisa apresentar uma alternativa ao estilo de vida homossexual, que é o amor de Jesus Cristo e Seu poder para redimir e recriar o indivíduo. Neste momento é bem ter algo concreto para oferecer àquela pessoa: fitas que possam ouvir, o telefone de uma pessoa Cristã que já tenha passado pela homossexualidade, ou uma brochura ou folheto de algum ministério para pessoas com problemas nesta área.

o Faça parte de uma comunidade de apoio. A revelação inicial e suas reações são apenas o começo do processo. Aquela pessoa vai necessitar de amor e apoio constantes e consistentes.

O mundo homossexual é repleto de mudanças, instabilidades, promessas e relacionamentos rompidos. Você pode prontificar-se a ouvir, a oferecer um local de conforto, segurança e integridade que o mundo de pecado não pode oferecer.

Algumas coisas práticas que você pode fazer: diga àquela pessoa, verbalmente, que você a ama, e demonstre o fato escrevendo cartas, ligando ocasionalmente, convidando-a para jantar.

Lidando com o teu próprio trauma

Teu primeiro encontro com o tema da homossexualidade pode resultar em algumas reações confusas e estressantes em tua vida. Não se sinta culpado por ter os teus próprios problemas.

A maioria das pessoas realmente têm dificuldades em lidar com a confissão de homossexualidade por parte de alguém que amam. No entanto, há alguns princípios que podem ajudá-lo a lidar com tuas reações nestas situações.

Em primeiro lugar, não encare o problema de forma pessoal. Esta é uma reação muito comum. Às vezes uma pessoa homossexual pode vir a confessar seu passado com a intenção de feri-lo ou culpa-lo por sua condição atual. Mas nem sempre este é o motivo da confissão – em geral tal pessoa se abre com você com o intuito de aproximar-se.

Seja qual for a motivação, procure considerar a homossexualidade daquela pessoa como se fosse uma outra revelação. Não a considere como algo com a intenção de feri-lo, ofende-lo, incrimina-lo ou envergonha-lo de qualquer forma que seja.

Esta reação de “tomar o problema pessoalmente” é especialmente comum a pais e cônjuges de pessoas que confessam sua homossexualidade. Tais pessoas são particularmente vulneráveis, pois algumas de suas ações podem de alguma forma ter tido alguma influência nesta situação.

No entanto, a homossexualidade é uma condição com causas tão profundas e extensas que dificilmente um só indivíduo pode ser responsabilizado por “fazer com que alguém se torne gay”. É importante que isto fique bem claro em sua mente. Você não é culpado pela homossexualidade daquela pessoa que você ama.

Questionamento quanto a sua própria sexualidade.

Um resultado quase inevitável a partir da revelação da homossexualidade de alguém do teu convívio é o fato de que tal revelação pode fazer com que você passe a questionar a tua própria identidade sexual. A maioria das pessoas tem uma série de temores a respeito de sua sexualidade, e estes medos provavelmente virão à tona nesta ocasião.

Muitos irão perguntar a si mesmos, “Será que eu tenho tendências homossexuais?” Um problema comum que encontramos no aconselhamento é o medo irracional da homossexualidade, conhecido como homofobia.

Para muitos, o medo de uma determinada coisa é maior que a coisa propriamente dita, e alguns chegam a envolver-se em práticas homossexuais a fim de livrarem-se do medo de serem homossexuais.

Características comuns de uma pessoa homofóbica: são predominantemente heterossexuais em seus pensamentos, sonhos e desejos, porém podem ter tido algumas atrações homossexuais ou experiências negativas com o sexo oposto. Talvez tenham tido alguns encontros com parceiros do mesmo sexo, os quais podem ter produzido memórias e fantasias persistentes.

Apesar disso, a condição homossexual refere-se a uma preferência sexual permanente por pessoas do mesmo sexo.

Repulsa, Medo.

Outro aspecto da reação homofóbica, tão comum quanto o questionamento da própria sexualidade, é a reação de repulsa, nojo e medo. É a partir deste tipo de reação que surgem os termos pejorativos como “bicha”, “veado”, “pervertido”, “boiola” e “sapatão.”

Alguns, ao descobrir a homossexualidade de alguém de sua intimidade, ficam até mesmo fisicamente doentes. Tais sintomas emocionais e físicos bastante violentos são reações comuns à homossexualidade.

No entanto, uma mensagem que muitos Cristãos apresentam relutância em aceitar é que não e aceitável permitir que as atitudes por trás destes sentimentos continuem sendo parte de suas vidas, influenciando a maneira como tratam aqueles envolvidos na homossexualidade.

É impressionante como alguns Cristãos que acreditam totalmente no tratamento de alcoólatras, prostitutas e até mesmo assassinos com o amor de Cristo podem ver dois homossexuais passando pela rua e exclamam, “Veja só aquelas bichas!” E o que é ainda mais impressionante é que tais Cristãos sentem-se completamente justificados em ter tal atitude!

No entanto, este tipo de atitude para com homossexuais não é agradável a Deus. Nosso Senhor julga e condena os atos e o estilo de vida homossexual, porém Cristo jamais tratou qualquer pessoa pega em pecado sexual de forma tão degradante.

Considere como Jesus tratou a mulher Samaritana junto ao poço, e a mulher apanhada em adultério(veja João, capítulos 4 e 8). Enquanto que os fariseus – homens religiosos daquela época – tratavam tais pessoas com desprezo, Jesus as perdoou.

Apesar de Jesus ter confrontado tais pessoas quanto a seus pecados, e de forma alguma ter sido conivente com os mesmos, Ele estava mais interessado em suprir as verdadeiras necessidades de seus corações e libertá-las para que pudessem viver de forma produtiva e satisfatória.

Esta é a atitude que devemos assumir ao ministrar àqueles com lutas homossexuais. Caso você não tenha esta atitude, e esteja carregado de sentimentos de medo e de repulsa, seja honesto consigo mesmo e com Deus! Leve estes sentimentos ao Senhor em oração, pedindo a Ele que mude o teu coração. Ele o fará, embora possa levar algum tempo. Tenha paciência consigo mesmo e persista em oração, e você verá mudanças.

Reação Exagerada: Lidando com o Processo de Tristeza.

Alguns – porém não todos – experimentam a revelação da homossexualidade de alguém de sua intimidade como algo traumático e devastador. As razões pelas quais algumas pessoas são tão fortemente atingidas enquanto outras não o são, não são totalmente claras. Para alguns esta é uma experiência que pode causar um impacto tão grande (ou maior) do que o impacto causado pela morte de um ente querido. De fato, algumas pessoas nesta situação passam por todas as etapas típicas do luto; a sensação de perda pode assumir tais proporções.

E é exatamente isto que dá início ao processo de “luto”: a percepção de que algo ou alguém de grande valor foi irremediávelmente perdido de alguma forma, talvez para sempre.

Para ajudá-lo a lidar com estas emoções, aqui está uma rápida descrição de cada etapa do processo de “luto”:

o Choque, Negação e Incredulidade. Quando desesperadamente desejamos que algo não seja verdade, podemos subconscientemente nos recusar a aceitar tal fato. Algumas pessoas podem vir a minimizar a confissão de homossexualidade de um ente querido: “Não é um problema tão grave assim. Com o tempo isto desaparece. Vamos esquecer este assunto e nunca mais falar a respeito. Deve ser somente uma fase.” Ou até mesmo, “Ele realmente não é homossexual.”

o Descarga emocional. Assim que a realidade da questão fica evidente, no entanto, a pessoa pode experimentar crises de choro e fortes reações emocionais. A melhor maneira de enfrentar esta crise é permitir-se sentir tais emoções, e também expressá-las, evitando, no entanto, descarregá-las sobre a pessoa que fez a revelação. Você pode dizer a tal pessoa como você está sentindo-se, porém sem gritar com elas, ou acusá-las, durante uma reação de choro e frustração.

o Depressão e Isolamento. Estes sintomas são práticamente auto-explicativos, e são geralmente acompanhados por uma dose de auto-piedade pela “perda”, o que pode levar a sentimentos e comportamento de isolamento de outras pessoas.

o Sintomas físicos de nervosismo. Estes sintomas podem deixar a pessoa bastante perplexa, variado de fortes dores de cabeça a dores no peito, náusea e dificuldade de respiração. Uma mulher queixou-se por sentir que seus “dentes estavam coçando”, uma outra passou um ano com a sensação de ter engolido uma pedra. Mas você não vai morrer – estes sentimentos são assim mesmo!

o Pânico. Quando você não consegue pensar em mais nada além daquela perda e experimenta muita dificuldade para concentrar-se, você está no estágio do “pânico.” Ao ficar sabendo da homossexualidade de seu filho, uma mãe ficava “ouvindo” a palavra “homossexual” em sua cabeça como se fosse um disco riscado.

o Sensação de culpa. Basicamente, é neste estágio que você começa a repensar nos contatos anteriores com aquela pessoa e pensa, “Onde é que eu errei? De que forma falhei com ela?” Isto não leva a nada, a não ser que você acrescente, “O que posso fazer agora?”

o Raiva e Ressentimento. “Como é que ele se atreve a fazer isto comigo?” Esta pergunta nos atinge depois que a tristeza inicial diminui. Em realidade é sinal de que estamos começando a superar os primeiros estágios do processo. Em geral, quando alguém que está enfermo começa a melhorar após uma longa enfermidade, esta pessoa começa a reclamar logo que começam a sentir-se melhor. Isto significa que ela já está em processo de recuperação. Isto pode ser um bom sinal, desde que tal pessoa não fique remoendo o problema e torne-se amargurada. Coloque o problema para fora e continue com tua vida!

o Resistência para voltar ao normal. Este é o ponte onde você percebe que “a vida continua e eu devo continuar também.” No entanto, muitos hesitam em deixar o problema para trás e continuar com suas vidas. A tristeza da perda funcionava como um “cobertor”, uma forma de segurança. Não é fácil abandoná-la.

o Surge a esperança. Um certo dia você se dá conta de que está sentindo-se melhor. Em geral isto acontece após vários dias durante os quais você não tenha sentido a presença daquela dor constante. Também pode ser que talvez você tenha estado tão ocupado com outras coisas que não tenha tido tempo para dar vazão à dor de sua perda. Mas este é o sinal vital: o teu foco agora é externo, e não interno. O problema ainda existe, porém aquela dor pessoal já se foi.

o Luta para Afirmar a Realidade. Nesta etapa a tua vida já voltou ao normal – na maior parte das áreas. De vez em quando, no entanto, você é tomado por memórias e sentimentos a respeito do problema. No caso da homossexualidade, a pessoa em questão provavelmente ainda está por perto, dentro do teu convívio, e ocasionalmente podem haver crises com as quais você terá que aprender a lidar. Mas já não é mais como era no início. As coisas nesta fase já atingiram um nível mais racional. Nesta altura dos acontecimentos você já superou (graças a Deus!) boa parte do problema.

Saber quando liberar a pessoa em questão (extraído do livro “Pais em Sofrimento”, por John White, ABU).

Para compreender o que o “liberar” uma pessoa amada, temos que primeiramente entender como Deus é e qual é a essência de Sua relação conosco. Da mesmo forma como Ele age conosco, devemos agir (na medida do possível) com aqueles queridos a nós. A “liberação” de um ente querido não significa que o abandonamos ou que passamos a negligenciar nossas responsabilidades em relação àquela pessoa.
Porém, significa que teremos que abrir mão de nossa expectativa quanto àquela pessoa. Você não pode exigir que tal pessoa realize os teus sonhos para com ela.
Significa ainda que você abre mão de “receber qualquer pagamento” por parte daquela pessoa por qualquer coisa que você tenha feito para ela.
Também significa perder o direito de uma tranqüilidade ininterrupta. E às vezes significa abrir mão de nossos direitos de “respeitabilidade.” Talvez você tenha que enfrentar comentários indesejáveis por parte de outras pessoas.
Mas o mais importante e o mais difícil, é que “liberar” um ente querido significa permitir que tal ente querido enfrente dor, tragédia e até mesmo a morte, e permitir que tal pessoa aceite as conseqüências de suas próprias ações.

Esteja preparado – Deus pode resolver usar você!

As experiências pelas quais você está passando não serão desperdiçadas. Deus dá grande valor naquela resistência que é aprendida através do sofrimento. No Velho Testamento, Moisés e José estão entre aqueles que experimentaram grande sofrimento, e as epístolas do Novo Testamento deixam pouca dúvida sofre as dificuldades e sofrimentos experimentados pelo apóstolo Paulo.

A primeira carta do apóstolo Pedro descreve o valor do sofrimento: “... embora (....) sejais contristados por várias provações, para que o valor da vossa fé, uma vez confirmado, muito mais precioso do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo.” Ninguém está melhor preparado para ministrar em uma determinada área do que aquele que passou por aquela luta. Caso você continue aberto para Deus e esteja disposto a ser usado por Ele, você provavelmente encontrará muitas oportunidades para “confortar com o mesmo conforto que você recebeu de Deus.”

Em realidade, o gozo proveniente ao ministrar àqueles que estão passando pelas mesmas aflições pode ser o maior instrumento de Deus para trazer cura à tua própria vida!

Última Atualização ( 15 de April de 2004 )
 
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